loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Morre 5º envolvido em confronto

Ouvir
Compartilhar

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), Ricardo Moraes, disse que vai encaminhar hoje ao governador Renan Filho e ao secretário de Segurança Pública, Lima Júnior, um ofício cobrando a apuração da denúncia de que a morte de um dos cinco suspeitos de assaltos não teria ocorrido em confronto entre eles e agentes das polícias Civil e Militar. A cobrança está relacionada ao confronto registrado no último dia 16, na Feirinha do Tabuleiro, em Maceió. Cinco homens, que estavam numa caminhonete modelo Hilux, de cor prata e placa clonada, fugiram a uma abordagem e, segundo a polícia, reagiram à ordem de parar atirando contra os agentes. O confronto acabou com quatro mortos e um ferido. Este foi levado em estado grave ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde morreu, na manhã do domingo, 20, quatro dias depois da ocorrência. No mesmo dia do embate, os familiares de um dos mortos foram à sede da OAB/AL, onde entregaram um áudio no qual o assaltante supostamente pedia socorro por estar sendo levado ?para um local ermo, e não para o HGE?. O advogado Ricardo Moraes ressalta que a Comissão de Direitos Humanos não está fazendo pré-julgamento, mas entende que o fato denunciado precisa ser investigado com rigor. ?Os fatos que vamos apresentar mostram que há probabilidade de uma versão diferente daquela que foi apresentada pelo Estado?, declara. Ele diz que, no ofício, vai solicitar que o inquérito policial sobre as mortes investigue com rigor o áudio apresentado e os exames cadavéricos, além de aprofundar-se no roteiro que a viatura que socorreu os acusados fez, do local do confronto até o HGE. ?Se estava mais próxima da Avenida Durval de Góes Monteiro, o caminho mais curto, por que a viatura seguiu uma rota mais longa? Por que não seguiu pela linha azul? São questões que precisam ser respondidas?, afirma Moraes. Ele também considera precipitado concluir que não há inconsistência na versão policial, de que os suspeitos reagiram à abordagem atirando contra a polícia, com base unicamente no relatório do GPS, que mostra o roteiro que a viatura do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp) fez naquela manhã. ?É preciso analisar todo o material disponível, inclusive o áudio que vamos disponibilizar?, declara.

Relacionadas