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Reeducando tem cabeça decepada

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A Casa de Custódia da Capital foi o palco de mais um ato de selvageria dentro do sistema prisional alagoano. Porta de entrada dos presídios de Maceió, foi no famoso ?Cadeião? que um reeducando, identificado como Carlos Júnior dos Santos, foi assassinado, ontem, de forma bárbara. Aos 19 anos, preso por homicídio, ele teve a cabeça arrancada e as vísceras retiradas e espalhadas pela cela 18 do módulo 2. A barbárie foi tão extrema que a cabeça do reeducando foi colocada dentro da barriga. Segundo a assessoria da Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), a morte teria sido motivada por desentendimento anterior à prisão de Carlos Júnior, ou seja, divergências trazidas de fora para dentro do sistema prisional. Entretanto, o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen/AL), Kleiton Anderson, revela que o assassinato de ontem foi causado por briga entre facções criminosas que disputam o controle das unidades prisionais. Segundo ele, seis reeducandos seriam mortos por serem ligados ao bando chamado CV, enquanto, na cela, a maioria seria ligada à facção criminosa PCC. As mortes teriam sido ?decretadas? para marcar o ?aniversário? dessa facção, com ordem para cometer crimes em todos os presídios do país, incluindo Alagoas. Aqui, cinco dos seis ?marcados? no Cadeião escaparam da morte macabra, gritando pelos agentes penitenciários, que conseguiram tirá-los da cela. Na hora em que Carlos Júnior foi assassinado, o governador Renan Filho (PMDB) estava dentro do sistema prisional, assinando ordem de serviço para a construção do 1º Centro de Telepresença do País. Segundo o governo, a obra custará cerca de R$ 1 milhão, recursos próprios do Estado, e estará concluída dentro de seis meses.

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