Polícia
FALTA EFETIVO PARA COMBATER CRIME
A reportagem pergunta ao comandante do BPEsc, tenente-coronel PM Silvestre Soares Silva, como o tráfico entra na escola. ?De forma sutil. Entra com pequenas doses, normalmente entra com o adolescente levando um, dois, três cigarros (de maconha) e ali faz a distribuição. A maioria sai da escola, pega lá fora e leva. Esse é o relato que a gente tem na maioria das escolas?, revela. Diante do relato de funcionários das escolas, o comandante reforça as blitze nas unidades, mas não pode fazer milagre. São mais de 300 unidades de ensino em Maceió e um efetivo de apenas 140 homens. ?O que a gente tem conseguido conversar com professores, diretores das escolas, com funcionários é que eles dizem que o aluno pega fora o material e leva para consumo. A gente está iniciando um trabalho de atenção nas escolas, que é a blitz escolar, e a gente tem encontrado drogas e isso está causando uma preocupação?, explica. Segundo ele, foi detectado o consumo de drogas dentro das escolas, mas não há como afirmar se existe a venda. ?A gente tem ido lá para combater o consumo. Para ser considerado venda teria que ser encontrada uma quantidade considerável e materiais usados para a venda, como balança, por exemplo. Usam excepcionalmente em locais mais reservados. As escolas têm se preocupado muito com isso e a gente tem ajudado da melhor forma, mas não é uma tarefa fácil, porque o que está sendo aliciado é o jovem em fase de formação moral, em fase de formação intelectual, carente de assistência social para ter um direcionamento para sua própria vida?, disse Silvestre Soares. Os relatos feitos pelos funcionários dizem que o consumo da droga dentro da escola acontece da pré-adolescência até a fase adulta. ?A incidência maior é à noite, mas os relatos apontam até pelo período da manhã. Maconha, principalmente?. Sobre a frequência desses casos, o comandante conta que o batalhão é acionado principalmente quando a situação está fugindo ao controle da direção. ?À luz da ação policial, independente do volume de droga que pegar, tem que fazer o Termo Circunstanciado de Ocorrência?, completa Silvestre Soares.