Polícia
Otávio é recambiado, mas se nega a falar sobre sumiço de Bárbara
Cinco anos de espera. A expectativa é de que a prisão de Otávio Cardoso da Silva Neto e a volta dele a Alagoas possam finalmente esclarecer o desaparecimento da universitária Bárbara Regina Gomes da Silva. Preso em Mato Grosso no início deste mês, após envolvimento em mais um delito, o principal acusado do crime desembarcou em Alagoas na tarde de ontem. Do aeroporto, Otávio Cardoso foi levado para a sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), no bairro de Santa Amélia, onde deve ficar custodiado até seguir para o Presídio de Segurança Máxima. Sempre de cabeça baixa e com o rosto coberto, ele não quis falar com a imprensa sobre o crime até agora não elucidado e que ainda desafia a Polícia Civil alagoana. Seu retorno pode ser a oportunidade de mostrar aos alagoanos o que de fato aconteceu no dia 12 de setembro de 2012, quando a estudante desapareceu. Os delegados Antônio Nunes e Carlos Reis, que acompanharam a investigação na época em que Bárbara sumiu, ficarão com a incumbência, segundo o delegado-geral, Paulo Cerqueira, de repassar informações sobre o caso para Fábio Costa, coordenador da Delegacia de Homicídios da Capital, que deve conduzir os trabalhos a partir de agora. Ainda há dúvidas em relação ao caso. Onde está o corpo da vítima? Por que mataram Bárbara? Quem participou do crime? Existe relação entre ela e Vanessa Ingrid (apontada num esquema de prostituição)? O homem que pode responder a essas perguntas é Otávio Cardoso, detido por policiais militares no interior de Mato Grosso, que constataram se tratar de um suspeito procurado pela Polícia Civil de Alagoas. A universitária foi vista pela última vez na companhia dele, saindo de uma boate em Maceió.