Polícia
Granconato será julgada hoje pela morte de Giovanna
Acusada de ser a mandante do assassinato da universitária Giovanna Tenório Andrade, em 2011, Mirella Granconato Ricciardi vai a júri popular hoje. Presidido pelo juiz John Silas da Silva, o julgamento começa às 8h, no Fórum da Capital, no bairro Barro Duro. O promotor de Justiça Antônio Villas Boas ? que atua no caso ? defende a tese de homicídio duplamente qualificado, com pena que varia de 12 a 30 anos de reclusão, e ocultação de cadáver, cuja pena é de um a três anos e multa, levando em conta as características do crime. ?Mirella seria a mandante da execução, e as razões são mais do que suficientes para comprovar o fato, ou seja, as ameaças feitas à vítima, que foram várias e estavam contidas em um aparelho celular. Toda a nossa sustentação será baseada nessas mensagens, que, por si só, já denotam sérios indícios do envolvimento da acusada no homicídio?, explica o promotor Villas Boas. Ele chama a atenção para o fato de Antônio Bandeira ? marido da acusada ? ter vários relacionamentos extraconjugais e a ré se incomodar, apenas, com Giovanna Tenório. ?Mirella conhecia Giovanna, com quem se envolveu em brigas. Era um relacionamento extraconjugal que ela se incomodava. Uma pessoa fria e que não demonstra medo nem receio algum. Durante toda a fase processual, Mirella demonstrou segurança, que, com certeza, veio de uma orientação por parte da defesa?, ressalta o promotor de Justiça. Ele assegurou que ?a acusação vai demonstrar, através de todas as provas acostadas nos autos, evidências revelando que a mandante foi Mirella?. A reportagem tentou contato com a defesa, representada pelo advogado Rodrigo Ferro, para que se manifestasse acerca do julgamento, mas não obteve êxito