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Acusado nega homicídio e diz que só ‘deu carona’ a Bárbara Regina

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?Um psicopata frio e inteligente, que pensou em todas as respostas para o interrogatório?. Foi assim que o delegado Fábio Costa, coordenador da Delegacia de Homicídios da Capital, descreveu Otávio Cardoso da Silva Neto. Principal suspeito do desaparecimento da universitária Bárbara Regina, de 28 anos, em setembro de 2012, Otávio foi interrogado ontem, na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, mas não confessou nada em relação ao desaparecimento da estudante. Foragido há 5 anos ? ele saiu de Alagoas logo depois do desaparecimento de Bárbara ?, em seu primeiro e por enquanto único depoimento, Otávio disse que apenas deu uma carona à estudante, a pedido dela, momentos depois de tê-la conhecido na boate, onde, segundo ele, os dois dançaram juntos. No depoimento, o acusado contou que a carona foi da boate, no bairro da Ponta Verde, onde estavam, até a orla, a poucos metros de distância. Ele disse que, depois disso, ?assim como todo mundo?, nunca mais viu ou teve notícias de Bárbara Regina. Outro fato importante da investigação é que o celular da estudante foi usado por Otávio após o sumiço dela. Ao ser questionado pelo delegado, ele afirmou que a estudante deixou o celular cair no carro, e que passou a usá-lo como seu. O delegado Fábio Costa não quis entrar em detalhes a respeito do celular, pois, segundo explicou, está fazendo novas diligências em relação a essa prova. Ao menos até agora, o desaparecimento de Bárbara continua cercado de mistérios e questionamentos, sem indícios que possam trazer respostas para perguntas como: onde está o corpo de Bárbara Regina? Se foi Otávio quem a matou, qual o motivo? Como um casal que se conhece numa boate, dança e sai de mãos dadas pouco tempo depois termina com o sumiço inexplicável de um deles? Mesmo classificando o depoimento de Otávio Cardoso como ?contraditório e inconsistente?, o delegado afirma com base nas declarações obtidas que uma possível recusa de Bárbara em se relacionar sexualmente com Otávio o motivou a matá-la e sumir com seu corpo. ?Não foi um crime premeditado?, disse Fábio Costa. Para ele, mesmo sem que o corpo de Bárbara Regina seja localizado, Otávio será condenado como assassino da estudante. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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