Polícia
Família de policial cobra justiça
Quase nove meses se passaram. Desde o dia em que o delegado aposentado da Polícia Federal Milton Omena Farias foi assassinado dentro de casa, pelo próprio neto, os irmãos da vítima vivem uma rotina de dor e agora uma sensação de injustiça tira o sono de Marivaldo e Carmem. O jovem Milton Omena Farias Neto confessou o crime, está solto, respondendo em liberdade, mas cumprindo medidas cautelares. Entretanto, para a família, falta dar celeridade ao processo penal. Ontem, Marivaldo e Carmem conversaram com a imprensa sobre o caso. Resolveram quebrar o silêncio para defender o irmão e cobrar mais celeridade. ?A família quer justiça. Nada mais, nada menos do que justiça. Não tem cabimento. Era um menino que meu irmão criou do nascimento até os 23 anos. Esse menino passou dez anos na Europa, com meu irmão bancando. Meu irmão abriu uma empresa de informática em Recife para esse menino e a mãe dele. A gente está há sete meses chorando?, relata Marivaldo. O irmão da vítima diz que não foi surpresa a atitude de Milton Neto, ao assassinar o próprio avô. ?Porque desde os sete anos de idade que a gente percebeu que era prepotente e arrogante. Sempre foi. Para nós, não foi novidade. Ele (o acusado) foi com a irmã ao condomínio. Visitaram meu irmão por menos de dez minutos. Entrou sozinho, fez a manobra do carro, deixou o carro em frente ao portão com a porta aberta e o motor ligado e pegou meu irmão de surpresa na cozinha. Nós vamos a qualquer instância para que seja feita justiça?, afirma Marivaldo.