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PMs depõem no caso Davi da Silva

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A defesa dos militares denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por causa do sumiço do jovem Davi da Silva, ocorrido há pouco mais de três anos, insiste na tese de que os policiais não têm envolvimento no desaparecimento e sequer abordaram a vítima em agosto de 2014. Estes argumentos foram apresentados na audiência de custódia do caso, realizada no Fórum de Maceió, nessa sexta-feira, 27. Os familiares, no entanto, dizem acreditar que os PMs mataram o jovem. A sessão foi presidida pelo juiz Odilon Marques Luz, da 14ª Vara Criminal da Capital, e acompanhada pela promotora do caso, Dalva Tenório. A imprensa não pôde acompanhar a audiência. O MPE denunciou quatro militares do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha, Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade pela acusação de tortura, assassinato e ocultação do cadáver do jovem Davi. Os militares não estão no trabalho ostensivo. Atuam no serviço administrativo desde a denúncia do MPE. Nessa sexta, o juiz ouviu testemunhas de acusação e defesa que foram arroladas pelas partes, além de tomar o depoimento dos réus. O advogado Napoleão Júnior reafirmou que a tese da defesa é de negativa de autoria porque sequer, na avaliação dele, os militares abordaram Davi. ?As provas que constam nos autos inclinam para isso, ou seja, os militares não têm relação nenhuma com o caso?.

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