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Maioria dos homicídios não é solucionada

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O portal G1 registrou, no período de 21 a 27 de agosto, todas as mortes violentas ocorridas no Brasil. Agora, acompanha todos esses casos, em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em Alagoas, o projeto, que se chama Monitor da Violência, aponta que, dois meses depois das 39 mortes violentas ocorridas em Alagoas no final de agosto, as investigações ainda não levaram a nenhuma prisão. Em alguns casos, os inquéritos até foram concluídos e os autores, identificados. A maioria dos casos teve como vítimas homens com idades entre 15 e 27 anos. 14 mortes foram na capital, 4 na região metropolitana e o restante em cidades de outras regiões do Estado. Em 12 homicídios, os assassinos não foram identificados; 24 tiveram a autoria apontada na investigação. Os outros três casos foram classificados pela polícia como suicídios. Ao ser questionada sobre o tempo das investigações, a direção da Polícia Civil disse que há casos que apresentam mais facilidades para elucidação porque há testemunhas e parentes que colaboram, como também maiores vestígios e até filmagens. Porém, há outros casos que exigem uma dificuldade maior, pela carência da prova ou indícios para esclarecimento da autoria. O coordenador da delegacia de Homicídios, o delegado Fábio Costa, disse que os casos possuem condições de investigações diferentes, o que impede a determinação de um prazo médio para conclusão do inquérito e prisão dos envolvidos. ?Não há um tempo específico para conclusão das investigações. Depende do caso. Geralmente leva-se de um a dois anos para a prisão dos indivíduos, que são indiciados e ficam com o mandado de prisão em aberto. No entanto, o que ocorre é que, enquanto não são presos, eles mudam a localidade que estavam no momento do crime em tentativa de fuga. Assim, é normal alguns crimes apresentarem um tempo maior para o esclarecimento?, falou Costa. Um dos homicídios aconteceu no Benedito Bentes. O atentado deixou dois mortos e um ferido. O delegado responsável pelo caso, Bruno Emílio, diz que já pediu à Justiça a prisão de três pessoas e que agora aguarda apenas a expedição dos mandados. Nesse caso, morreram Thanydia Milena Costa da Silva, 21, e Jonnathan Kleverton Silva de Oliveira, 24. Uma outra pessoa ficou ferida. Segundo as investigações, o alvo era Jonnathan. A jovem morreu porque foi usada como escudo. A família dela, com medo, foi embora para uma cidade do interior. Os familiares de Jonnathan moram em outro bairro da capital e não quiseram dar entrevista.

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