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PAI DA SOLDADA IZABELLE PEREIRA COBRA INDENIZAÇÃO AO ESTADO

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O pai da soldada da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) Izabelle Pereira dos Santos, morta aos 24 anos, em 2014, após uma metralhadora disparar dentro da viatura em que fazia ronda, manifestou-se ontem, após repercussão da reportagem do Fantástico que abordou o caso, nesse domingo, 12. Ao portal Gazetaweb Cláudio da Silva Santos afirmou que, se foi um acidente ou um incidente, a tese de homicídio não está descartada, ainda que a arma apresentasse defeito. Segundo ele, tal conclusão não vem da família, mas de provas documentais e de laudos do Instituto de Criminalística (IC) e da PF. ?Contra provas não há dúvida, e todos sabem disso. Pelo que pudemos acompanhar das investigações, a arma apresentava problemas, porém, teve intervenção humana para que houvesse os disparos. Afinal de contas, foi uma rajada de trinta tiros, resultando na morte de minha filha. Se foi acidente ou incidente, houve homicídio, e as investigações dizem isso. Agora, se foi culposo ou doloso, não posso me aprofundar?, comentou o pai de Izabelle. O caso voltou a repercutir após ser exibido em cadeia nacional na TV Globo. A reportagem mostrou que laudo da Polícia Federal (PF) revelou que a arma apresentou defeito, resultando na morte da militar. Porém, a família faz questão de complementar a informação, dando conta de que a arma ? ainda que estivesse com defeito ? não teria disparado sozinha, ou seja, ?houve ação humana?. Além disso, os parentes criticam a falta de assistência por parte do Estado, três anos após o fato. Cláudio Silva queixa-se da falta de auxílio por parte do poder público, seja pelo governador do Estado, secretário de Segurança ou o comandante-geral da Polícia Militar. De acordo com o pai da vítima, o funeral não foi custeado pelo Estado e nenhuma indenização foi recebida pela família. A única resposta, conforme assinalou, foi uma singela homenagem à militar em uma solenidade do Desfile de 7 de Setembro. ?Esqueceram o caso?, lamentou o pai da policial morta.

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