Polícia
Federais monitoram conversas do narcotraficante Beira-Mar
EDITORIA DE POLÍCIA O narcotraficante Luiz Fernando da Costa, 35, ?Fernandinho Beira-Mar?, há seis dias recolhido em uma cela de segurança da Polícia Federal, em Jaraguá, recebeu apenas as visitas da advogada Cecília Machado e da irmã Débora Cristina. As duas não tiveram contato físico por não ser permitido pelo Ministério da Justiça. Elas conversaram com ?Beira-Mar? através do sistema de videoradio, que é monitorado pelos federais como medida de segurança. Mas o teor da conversa não pode ser revelado. A Polícia Federal está tomando todos os cuidados para evitar que o traficante possa passar orientações para a advogada e a irmã. A assessoria de comunicação da Polícia Federal revela que ?Fernandinho Beira-Mar? desde que ali chegou não criou problemas e é um preso dentro de um padrão normal, como todos que por ali passaram. Na noite de segunda-feira voltou a receber a visita da advogada, que na saída não falou com os jornalistas. ?Beira-Mar? se alimenta normalmente e passa o dia todo em sua cela, sem ter contato com ninguém. Recebeu lençóis descartáveis levados pela advogada mas não fez nenhuma exigência à sua defensora. Mas, no primeiro contato com Cecília Machado, deixou claro que tem medo de morrer e quer voltar para o Rio de Janeiro. O superintendente da PF, Paulo Rubim, voltou a dizer que o clima é de tranqüilidade. Ontem, ele recebeu autoridades da área de segurança para o hasteamento da Bandeira Nacional e disse que as polícias Federal, Civil e Militar estão integradas no combate a todo tipo de violência.