Polícia
Justiça condena assassino de PM a 17 anos de prisão
A justiça condenou, ontem, o réu Agnaldo Lopes de Vasconcelos a uma pena de 14 anos e 3 meses por homicídio e 3 anos por posse de arma sem autorização, totalizando 17 anos e três meses de reclusão em regime fechado pelo assassinato do militar Rodrigo Rodrigues, crime ocorrido em abril do ano passado, em Maceió, durante uma operação policial com abordagem à residência, no bairro Santa Amélia, na parte alta da cidade. O réu saiu do julgamento para cumprir a pena, imediatamente, no presídio Baldomero Cavalcante. O julgamento foi iniciado após as 9h30 de ontem no Fórum do Barro Duro e só foi concluído no final da noite, conduzido pelo juiz Anderson Passos. A primeira testemunha a ser ouvida em juízo foi Felipe Rangel Jucá, o cidadão que teve o celular roubado no bairro do Poço, fato que acabou levando, após rastreamento, a equipe policial à residência do réu, onde foram disparados os tiros contra o militar, que ocupava o posto de capitão. O projétil que matou o PM entrou na região abaixo da axila, transfixou o pulmão e teve saída no rosto. Em depoimento, Agnaldo Vasconcelos manteve a versão de que não teria efetuado o disparo com o objetivo de matar o policial, que tentava entrar na residência dele, e que acreditava tratar-se de um assalto. ?Eu não sabia que havia um policial militar na porta da minha casa. Eu não atirei intencionalmente para matar o policial?, relatou aos jurados, chorando. Agnaldo chegou a pedir desculpas aos familiares do militar pelo ocorrido, reforçando que, em nenhum momento, suspeitou que os homens que tentavam entrar em sua casa eram policiais. A versão foi contestada por Felipe Rangel, que afirmou que um vizinho teria alertado Agnaldo para abrir a porta, pois se tratava da polícia, além dos próprios policiais presentes na operação.