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Adepol critica PM por querer elaborar TCOs

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No exercício da presidência da Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol), o vice--presidente da entidade, Robervaldo Davino, reagiu à iniciativa do Comando Geral da Polícia Militar de Alagoas de atuar para que a corporação possa elaborar o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Destinado ao registro dos crimes de menor potencial ofensivo, o TCO é, hoje, uma atribuição da Polícia Civil. O assunto voltou a ser discutido ontem, na Rádio Gazeta, poucos dias depois que o coronel Eduardo Jorge Tasca, da Polícia Militar de Santa Catarina, participou, em Maceió, de um seminário promovido pelo comando da PM alagoana em defesa da legalidade do TCO elaborado por militares. No contraponto da questão, o radialista Fernando Palmeira, do Programa Comunidades, ouviu os representantes dos delegados, que têm a competência para lavrar o termo. Na entrevista, Robervaldo Davino manifestou posição contrária à mudança da situação atual e, embora não considere as ações do comando da PM uma ameaça à política de integração das polícias alagoanas para enfrentamento da criminalidade, entende que ?esse é um problema que precisa ser resolvido?. O delegado disse que um grupo de oficiais da PMAL insiste nessa ?usurpação de atribuições?, enquanto os praças (soldados, cabos, sargentos e subtenente) são inteiramente contrários à assumirem a responsabilidade de lavrar TCO. A Adepol, continuou Davino, tem acompanhado as inserções nesse sentido e está pronta a recorrer judicialmente diante de qualquer ação que tire dos delegados uma atribuição constitucional. Para ele, o assunto fere a política de integração das instituições de segurança pública e contraria um entendimento pacificado do Conselho Superior das Polícias. ?Na prática, a integração está funcionando perfeitamente. Estamos dando nossa contribuição, fazendo nosso trabalho em parceria, mas não estamos sendo valorizados por isso. A propaganda oficial, por exemplo, mostra o trabalho dos policiais militares, dos bombeiros, mas não há imagens dos policiais civis?, reclama Davino.

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