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Quatro empresas eram usadas para lavar dinheiro

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Foram cumpridos os mandados de prisão, apreendidos valores, sequestrados os bens imóveis e móveis, todos adquiridos com dinheiro ilícito, segundo informou a PF. ?A gente poderia ter prendido ele (Erik) logo no começo, quando se confirmou que se tratava de um criminoso foragido do estado de São Paulo. Bastava ir e efetuar a prisão. Mas o importante é descapitalizar a associação criminosa, a apreensão dos bens e o sequestro do todo produto?, explica o delegado Gustavo Gatto. A Polícia Federal tem informação ainda do envolvimento de Erik em assalto a um voo da TAM em 1996, de onde foram levados R$ 6 milhões. Foram abertas pelo menos quatro empresas em Maceió para lavar o dinheiro do tráfico: a pizzaria e restaurante Moriah, a casa de shows Black Out Pub, Santa Fé Spettus Bar e academia Premier. As investigações ainda seguem. O cumprimento dos mandados ? expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital ? aconteceu em Maceió e na Barra de São Miguel. Erik Ferraz, que assumiu a identidade falsa em nome de Bruno Augusto Ferreira Júnior, chegou a ser encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu. Ele estava morando em Alagoas desde 2016. Os quatro presos passam a responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa, falsidade ideológica, mas não por tráfico de drogas, pois, segundo a PF, trata-se do crime antecedente, que já aconteceu. ?Agora eles só estão lavando o dinheiro da venda do tráfico. O objeto da investigação é a lavagem de dinheiro?, explicou do delegado Gustavo Viana. Todos ficarão à disposição da Justiça estadual. Em setembro do ano passado, Erik ? que já usava à época o nome Bruno ? sofreu um atentado à bala no bairro Antares, em Maceió, quando saía da sua academia.

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