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DHC fecha 2017 com 233 mortes sem autoria

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Em 2017, a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) instaurou 659 inquéritos. Destes, 569 foram concluídos e quase a metade (49,73%) teve seus autores identificados. Ou seja, são crimes cujos inquéritos foram encaminhados à Justiça com a identificação dos assassinos. Um número bem expressivo, considerando a média nacional. No Brasil, conforme dados da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública, somente 6% dos homicídios dolosos são solucionados. ?Temos satisfação em apresentar esses números, considerando principalmente que, no início de 2017, a situação era estarrecedora?, disse o coordenador da DHC, delegado Fábio Costa (foto). A memória dele remete ao final de dezembro de 2016, mês que terminou com 62 homicídios na capital, e aos quatro primeiros meses de 2017, quando as estatísticas de assassinatos somaram 290 mortes violentas. Como disseram à época o governador do Estado, Renan Filho, e o secretário de Estado da Segurança Pública, Paulo Lima Júnior, o aumento assustador do número de mortos em Alagoas foi causado pela guerra entre facções criminosas que disputam o controle dos presídios. Segundo o Núcleo de Estatística da Segurança Pública, em janeiro de 2017, foram registradas 208 mortes no Estado, sendo 73 desses homicídios em Maceió. ?Por conta dessa guerra, de dezembro de 2016 até abril de 2017, os números foram muito altos na capital. É por isso que, lamentavelmente, a estatística de 2017 pode ser maior que o ano anterior?, disse Fábio Costa. Até essa sexta-feira, 5, a SSP não havia divulgado o relatório com os números totalizados de 2017, mas até novembro último, o número de homicídios em Alagoas chegou a 1.757 vítimas. No mesmo período de 2016 (janeiro/novembro), a SSP contou 1.682 mortes violentas. Na capital, no mesmo período, a secretaria registrou 612 assassinatos entre janeiro e novembro de 2017, contra 531 no mesmo período de 2016. ?Em Maceió, como em outras capitais, enfrentamos essa guerra de facções. Mas, diferentemente do que ocorreu em outros estados, aqui as forças de segurança pública controlaram os presídios?, relembrou o coordenador da Homicídios.

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