Polícia
Falta estrutura para melhorar investigação dos homicídios
Alagoas está entre os oito estados brasileiros (Amazonas, Tocantins, Rio Grande do Norte, Ceará, Distrito Federal, Paraíba e Goiás) que relataram dificuldades técnicas como razão para não enviarem ao Instituto Sou da Paz informações sobre homicídios dolosos consumados. Segundo a ONG, a principal dificuldade citada por esses estados foi ?ausência de sistemas de armazenamento de dados integrados com as polícias e o Poder Judiciário, de modo que seria necessária uma análise processual de cada denúncia de homicídio para atender à solicitação da pesquisa?. Assim, nem todo esforço dos 13 delegados, 51 agentes e 13 escrivães que fazem funcionar a Delegacia de Homicídios da Capital será suficiente para impedir que muitos assassinatos praticados em Maceió permaneçam obscuros. Se, em 2017, 41% dos inquéritos instaurados pela DHC foram remetidos à Justiça sem autoria, é necessário exigir do Estado uma resposta mais eficaz na prevenção e repressão à criminalidade. E para dar essa resposta, o governo precisa reavaliar a estrutura investigativa da Polícia Civil alagoana, que, a exemplo do que ocorre no País, tem sérias carências de pessoal, de equipamentos e de tecnologia. ?É importante ressaltar que estamos apresentando bons resultados, diante das condições de trabalho que dispomos?, afirma o coordenador da DHC, Fábio Costa, saindo em defesa da Polícia Judiciária. Mas ele admite que, com mais recursos, o número de inquéritos com autoria comprovada seria bem maior. O quadro de agentes, por exemplo, poderia ser reforçado, afirma ele, sugerindo, entre risos, que dos 61 novos alunos do curso de formação policial recém-convocados pelo governo, ao menos 12 sejam encaminhados para a Homicídios. ?Seria um bom reforço?, completa Fábio Costa.