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Estado é 7º em crimes LGBTfóbicos

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Em 2017 Alagoas foi o 7º estado do Brasil com maior número de pessoas LGBTQ+ assassinadas, segundo o relatório anual do Grupo Gay da Bahia (GGB). Das 445 mortes registradas no Brasil, 23 ocorreram de Alagoas. De acordo com autoridades do Estado, a falta de políticas públicas voltadas a essa comunidade faz com que a violência persista. O número, segundo relatório do GGB, representa 6,81 para cada milhão de habitantes, num estado que possui cerca de 3,3 milhões de habitantes. No documento também é observado que o Paraná registrou a mesma quantidade de mortes, porém a população de lá chega a 11,3 milhões, mais de três vezes superior à de Alagoas. São Paulo lidera o ranking com 59 assassinatos. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com 43; Bahia, com 35; Ceará, com 30; Rio de Janeiro, com 29; e Pernambuco, com 27. No relatório ainda é apontado que a quantidade de mortes registradas no país em 2017 foi a maior já contabilizada em 38 anos de pesquisa feita pelo GGB. Para Nildo Correia (foto), presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), esses casos aumentam a cada ano devido à banalização da violência, à falta de uma lei que penalize a prática de crimes lgbtfóbicos e à falta de investimento em políticas públicas que estimulem o respeito à comunidade LGBTQ+. ?Quando a gente analisa a proporção de habitantes, nota que Alagoas lidera o ranking. Os estados que aparecerem na liderança, devido à quantidade, possuem muito mais habitantes do que Alagoas. Já o nosso estado é menor e, ainda sim, possui uma grande quantidade de vítimas?, explica. Para combater a violência contra esse público no estado, Nildo afirma que o grupo está empenhado em concluir a agenda de planos e metas neste mês de janeiro, e adiantou que campanhas de conscientização serão realizadas com o foco no combate à vulnerabilidade socioeconômica que atinge muitas pessoas LGBTQ+ e também no combate à violência contra travestis e transsexuais. Segundo o presidente, a marginalização dos dois grupos é uma grande preocupação do GGAL. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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