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Confrontos vitimam 350 em 3 anos

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Em três anos, o confronto entre policiais e suspeitos de crimes vitimou, em Alagoas, 350 pessoas, em sua imensa maioria homens. Os dados, da própria PM, revelam que de 2015 a 2017 o aumento é de 37%. No mesmo período, quatro PMs morreram em confronto com criminosos e 13 quando estavam de folga. Os números constam do levantamento da ONG internacional Human Rights Watch divulgados na semana passada. Ainda de acordo com o documento, nas informações repassadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em boa parte das mortes não foi justificado o uso legítimo da força. Em Alagoas, em 2015, ocorreram 101 mortes em confronto com a PM durante operações ou patrulhamento de rotina em que ocorreu, segundo os militares, a resistência a tiros dos suspeitos. No mesmo ano foram registradas duas baixas na corporação, durante o chamado período de plantão, enquanto seis militares tombaram quando não estavam fardados. Em 2016, o aumento das ocorrências policiais com morte foi de 10%, com o registro de 111 baixas durante as abordagens. Nesse mesmo período, dois militares tombaram no estrito serviço e sete perderam a vida quando gozavam sua folga. No ano passado o percentual dobrou, ficando em 27%, quando foram registradas 138 ocorrências policiais com mortes. Procurado pela reportagem, o secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Domingos Lima Júnior, reconheceu o aumento de ocorrências e atribuiu não somente ao poderio de fogo dos criminosos, mas também à presença das facções criminosas na capital e no interior. ?Tivemos um aumento das ocorrências, em especial nos quatro primeiros meses do ano passado, fruto da guerra de facções. Depois, por conta da intensificação das operações, estabilizou?, explicou.

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