Polícia
Familiares cobram punição de PM
Familiares da dona de casa Expedita da Silva, 37, sepultada ontem pela manhã, no Campo Santo Parque das Flores, em Maceió, cobraram punição rigorosa para o cabo da PM Ivan Augusto, esposo da vítima e acusado de tê-la ferido à bala na última sexta--feira, dia 19, na residência da família, no bairro Sítio São Jorge. Ela morreu na segunda, 22, no Hospital Geral do Estado (HGE). ?A família exige punição. A família quer que pague pelo crime cometido. Minha irmã não merecia ter morrido dessa forma. Ela sempre foi fiel e respeitosa para com seu esposo?, avisou João Celso Neto, irmão da vítima. ?Ela sofria demais. O esposo não lhe dava trégua. Ela era íntegra, mas ele desconfiava de tudo?, reforçou. Sob absoluta desconfiança do esposo, a quem sempre se dedicou, Expedita da Silva buscava aconchego das duas filhas, uma de 18 anos e outra de 13, quando sofria algum tipo de violência no ambiente doméstico. ?Minha mãe estava no limite dela. Não tinha liberdade alguma?, revelou Laura Vitória, a filha mais nova. ?O sofrimento era diário. Vivia num inferno?, revelou dona Maria das Dores da Silva, mãe de Expedita. ?No início do namoro, viviam muito bem. Anos depois, começou a agonia?, completou, muito emocionada, enquanto observava a chegada do caixão dentro do qual estava ?uma de minhas três queridas flores?.