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Poder paralelo nos presídios desafia Estado

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As novas investidas criminosas que aconteceram no Ceará nesta última semana reacenderam o questionamento e o temor em relação à atuação das facções criminosas em todo o Brasil, e consequentemente em Alagoas. No Ceará, 14 pessoas foram vítimas do que foi a maior chacina já registrada no Estado. A matança foi motivada pela disputa entre facções rivais. Criminosos de uma determinada facção passaram em frente a uma danceteria onde membros da facção rival participavam de uma festa. A danceteria foi metralhada, e, entre as vítimas, estavam pessoas inocentes que se encontravam próximas ao local, inclusive trabalhando. Há um ano, 2017 começava marcado por crises e rebeliões no sistema prisional em todo o País. A união de duas facções para exterminar uma outra causou uma série de assassinatos dentro e fora dos presídios, onde literalmente cabeças rolaram. Mesmo com as rebeliões controladas, o ano de 2017 continuou marcado pelos confrontos entres essas facções que disputam o domínio do tráfico de drogas. Facções que são verdadeiros organismos e que se instalaram por todo o País, de modo organizado. Com seus estatutos estabelecidos e com um organograma desenhado, os criminosos montaram um poder paralelo que afronta o Estado e massacra a população, disseminando o terror. Diante das situações registradas, e da aparente falta de controle, a população se questiona quais as ações tomadas pelo Estado para que Alagoas não viva a iminência de uma crise na segurança pública e fique ainda mais sob o poder paralelo montado por esses criminosos. Atualmente, duas facções brigam pelo comando do tráfico de drogas em Alagoas: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O PCC detém o maior número de integrantes atualmente, e, consequentemente, domina a maior parte dos pontos de vendas de drogas no Estado. Com estatuto próprio e regras bem definidas, sejam para entrar ou sair da facção, o organismo conta com conselheiros e até tribunais para julgar os seus casos. *Sob supervisão da editoria de Cidades

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