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AL é 4º no País com mais criminosos faccionados

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A reportagem da Gazeta de Alagoas conversou também com a 17ª Vara Criminal da Capital, específica do Judiciário para julgar os casos de organizações criminosas. O colegiado revela que é preciso muita prudência para julgar os casos relacionados às facções. Além disso, ressalta que é preciso lembrar que são os políticos que legislam e criam as leis, o que pode efetivamente mudar o quadro de punição. ?É preciso deixar claro que o crime não compensa. A sensação que as pessoas têm hoje é de que o crime está compensando?, afirma. O colegiado explica que, no tocante à investigação do crime organizado, o procedimento pode ser diferenciado, mas, no julgamento e na aplicação da lei, essas pessoas são tratadas de modo igual a outro bandido qualquer. O secretário de Segurança Pública de Alagoas, Paulo Domingos de Araújo Lima Júnior, também recebeu a Gazeta de Alagoas na sala de situação da SSP e explicou qual o panorama atual de Alagoas nesse contexto de facções. Lima Júnior reconheceu que a realidade de guerra entre as facções ainda perdura, e confirma a informação de que o PCC e o CV estão em ?guerra?. O secretário traz à tona o alarmante número de que Alagoas é o 4° Estado com mais criminosos faccionados em todo País. ?As facções são uma grande ameaça para o Brasil. Se grupos de bandidos têm a capacidade de declarar uma guerra velada em um País como o nosso, chegando a elevar significativamente o número de homicídios no Brasil, precisam ser tomadas medidas duras para resolver?, pontua. O secretário elenca medidas que devem ser adotadas para que esse problema seja resolvido. O primeiro ponto que Lima Júnior deixa claro é quebrar financeiramente essas facções; em segundo lugar, ter uma legislação mais forte que trate os criminosos com mais rigor. Lima Júnior classifica as duas facções como sendo o PCC mais cartorário, ou seja, organizado; e o CV como sendo mais ?vida loka? e sanguinário. O secretário ataca a impunidade como um mecanismo muito grande para geração de violência. Em relação à redução da maioridade penal, Lima Júnior afirma que é contra, mas que é a favor de medidas mais efetivas e severas para punir essas pessoas e que eles sintam que não sairão impunes. Lima Júnior destaca que, atualmente, todos os líderes de facções em Alagoas estão presos, mas que, por intermédio das visitas, eles mantêm a comunicação, inclusive para ordenar crimes. De toda forma, o secretário afirma que a situação em Alagoas está controlada e é melhor do que em outros estados. Lima Júnior atribui a integração das forças de segurança como mecanismo importante no enfrentamento à criminalidade. ?O papel da segurança pública, nós estamos fazendo?, declarou, acrescentado: ?A gente tem que atacar a criminalidade com uma lei forte e severa; impunidade é a falência do Estado?. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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