Polícia
Motorista foi vítima de latrocínio
O sequestro e assassinato do motorista de aplicativo José Walmir da Silva Calado, de 29 anos, encontrado no dia 30 de janeiro em uma mata no município de Marechal Deodoro e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, onde morreu no dia 2 de fevereiro último, pode ter sido latrocínio. Essa é a principal linha de investigação seguida pela polícia, apontou o secretário-executivo de Políticas da Secretaria de Segurança Pública (SSP), delegado Manoel Acácio Júnior, durante entrevista coletiva promovida ontem. A versão surgiu após a prisão de três suspeitos de envolvimento no caso. De acordo com ele, o veículo foi vendido por R$ 2 mil, em Marechal Deodoro, com a intermediação de José Pedro Tenório Albuquerque. Segundo outro preso, Djailton da Silva Domingos, o carro deveria ter ficado com Carlos Eduardo da Silva, mas, depois da repercussão do caso, ele foi revendido e rendeu R$ 600. Um quarto envolvido, identificado como ?Colombiano?, fugiu ao cerco da polícia, em Boca da Mata, após uma troca de tiros. A reação do criminoso ocorreu depois que a polícia articulou uma operação na cidade, com a colaboração de um dos presos. Mas o suspeito percebeu a movimentação e fugiu, deixando o carro num matagal. A investigação e as buscas por José Walmir tiveram início ainda no fim de semana do desaparecimento. Com a primeira pista dos suspeitos, obtida pelo Grupo de Investigação da Delegacia Geral da Polícia Civil, chegou-se à prisão de Djailton, ou ?Ito?, como é mais conhecido. Ele foi preso no Clima Bom, em Maceió, onde, segundo a polícia, fazia o ?corre? para um traficante conhecido como ?Tiririca?, que está recolhido no sistema prisional. ?No momento da prisão, o Ito, como é mais conhecido, tentou fugir e foi baleado nas nádegas. Preso com um revólver, que não sabemos, ainda, se foi a arma do crime, ele se propôs a cooperar e foi passando sua versão?, completou o secretário-executivo da SSP.