Polícia
PROFESSOR DO IFAL SERÁ CREMADO NO RECIFE
Será cremado hoje o corpo do triatleta e professor do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) José Ginaldo da Silva Júnior, 44. A cremação era um desejo pessoal do professor, segundo revelou a família. José Ginaldo foi atropelado no último domingo, 25, enquanto corria no acostamento da rodovia AL-101 Sul, próximo à Praia do Francês, em Marechal Deodoro. A vítima estava treinando, pois participaria de uma competição, de acordo com a família. O condutor que atropelou o professor foi identificado como Glauber Amintas de Souza, de 24 anos. Ele é sergipano e vinha do estado vizinho para participar da última etapa do concurso público da Polícia Militar de Alagoas. Exames toxicológicos atestaram que o condutor não fez uso de bebida alcoólica e de nenhum tipo de droga. Glauber não fugiu do local do acidente e aguardou até que a polícia chegasse. Ao portal Gazetaweb a delegada de acidentes, Sheila Carvalho, informou que, em depoimento, o condutor e os demais falaram que o trecho onde ocorreu a tragédia não possui iluminação nem placas de sinalização. A família de José Ginaldo, no entanto, levanta a tese de que o veículo trafegava em alta velocidade na rodovia, o que teria sido decisivo para que o professor morresse na hora. O condutor não foi preso, pois permaneceu no local do acidente, mesmo assim, um Boletim de Ocorrência (BO) em desfavor do motorista foi confeccionado e o caso será remetido para a Delegacia de Marechal Deodoro, onde o delegado Rodrigo Colombelli vai instaurar o inquérito para apurar as circunstâncias da ocorrência. A Gazeta de Alagoas não conseguiu contato com o delegado, mas obteve a informação de que ele estava de folga e retorna amanhã ao trabalho, quando receberá o caso. O reitor do Ifal, Sérgio Teixeira Costa, lamentou a perda e afirmou que José Ginaldo era um professor exemplar, pesquisador e servidor dedicado. Ele classificou o acontecido como uma fatalidade. Na tarde de ontem, a reportagem conversou com José Cirilo Souza, tio da vítima. O familiar também classificou o atropelamento e morte de José Ginaldo como uma fatalidade. O tio afirmou ainda que a família não carrega nenhum tipo de mágoa em relação ao condutor do veículo que atropelou a vítima, nem espera que ele seja culpado pelo fato. ?Não vamos agora querer crucificar o rapaz?, declara. ?A maior e mais pesada culpa ficará na consciência desse jovem rapaz, porque, infelizmente, a sua ação ocasionou a morte de um homem jovem, honesto e promissor?, completa. * Sob supervisão da editoria de Cidades