Polícia
Traficante morre em confronto
Classificado como um traficante perigoso e influente na dinâmica do tráfico na capital, Flávio Santos da Silva, 35, morreu ontem em confronto com militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Armado com um revólver calibre 38, o criminoso reagiu à ação policial e foi alvo dos tiros dos militares, que ainda o socorreram, mas ele não resistiu e faleceu no Hospital Geral do Estado (HGE). A morte de Flávio ocorreu durante uma operação integrada da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN) junto com os militares do Bope e a Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Fruto de um mês de investigação, a operação foi executada nos bairros do Benedito Bentes e Jacintinho. Foi no Benedito Bentes, no condomínio Recanto das Flores, que a polícia encontrou Flávio Santos da Silva e sua esposa, Íris Priscila de Lima Leite, 27, que foi presa. Na casa do casal, dentro da geladeira, foram encontrados 9kg de cocaína. As investigações concluíram que a droga apreendida veio de Pernambuco. No momento da execução do mandado, o suspeito utilizava um documento falso. Flávio Santos fugiu do Sistema Prisional de Alagoas após progredir de regime, passando para o semiaberto. Monitorado eletronicamente, ele rompeu a tornozeleira e nunca mais foi visto pelas equipes responsáveis pela captura de foragidos. Flávio tinha uma extensa ficha de crimes, conforme levantamento da Polícia Civil, inclusive porte de armas de uso restrito. Na ação contra Flávio, foi apreendido, ainda, o revólver que ele utilizou para atirar contra os policiais e um veículo HB20. O carro estava plotado com adesivo de uma empresa de refrigeração. A investigação aponta que o traficante utilizava o veículo com a marca para não levantar suspeitas da polícia. A outra pessoa presa foi Iasmin Macário dos Santos, 20. Iasmin Macário era cunhada de Flávio e gerenciava a venda de drogas na Grota do Moreira, local onde ela foi capturada. O delegado Gustavo Henrique, da DRN, destaca que Iasmin tinha um cargo de alto posto na facção à qual ela pertencia. Ela era a líder feminina da facção em Alagoas. Outro suspeito de integrar a quadrilha continua foragido. * Sob supervisão da editoria de Cidades