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Delegado M�rio Pedro � acusado de improbidade

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FERNANDO ARAÚJO O Ministério Público Estadual propôs Ação de Improbidade Administrativa contra o ex-secretário de Defesa Social, delegado Mário Pedro, responsável pela importação de armas na Itália que, apesar de pagas antecipadamente, nunca foram entregues pela firma que intermediou a operação no valor de 600 mil dólares. O processo, que já dura três anos, passou por três secretários de Defesa Social e, até agora, a empresa contratada, apesar das várias versões para o atraso na entrega do armamento (metralhadoras e espingardas Beretta) não explicou direito o que realmente aconteceu. A pedido do ex-secretário Antônio Arecippo, o Ministério Público começou a investigar o caso e propôs Ação de Improbidade contra Mário Pedro, que antecedeu Arecippo na Pasta da Defesa Social e foi o responsável pela operação, determinando, inclusive, o pagamento antes da entrega da mercadoria. ?Esse procedimento administrativo não é normal no serviço público. Por isso, o dr. Mário Pedro está sendo processado, até porque foi ele quem assinou todos os documentos referentes a essa operação??, informa o promotor Cyro Blatter, esclarecendo que o ex-secretário terá a oportunidade de esclarecer o que realmente aconteceu. O ex-secretário Mário Pedro informou à GAZETA DE ALAGOAS que realmente determinou o pagamento antecipado das armas, mas garantiu tratar-se de um procedimento legal, sobretudo no caso de importação de armas, e só o fez após cumprir todos os trâmites burocráticos. Ele explicou que na compra à vista o vendedor não é obrigado a entregar a mercadoria antes de receber o pagamento. ?Isso só acontece nas operações de financiamento??, enfatizou. ?Minha parte eu cumpri. Agora, se a firma contratada usou de má-fé, ela é que tem de ser processada, não eu??, explica. O ex-secretário admite que pode até ter cometido algum erro, mas nunca de má-fé, e destaca que seu sucessor, Antônio Arecippo, é que foi negligente e omisso, por não ter cobrado o cumprimento do contrato. ?Quando ele assumiu, esse processo estava em andamento e só dez meses depois é que ele começou a se mexer?, explica o delegado, ao culpar o sucessor. Dizendo-se indignado com a acusação de improbidade administrativa, Mário Pedro disse que quem devia estar sendo investigada era a empresa contratada para intermediar a importação das armas, não ele. ?O Ministério Público deveria ouvir a empresa para saber por que não cumpriu o contrato. Se ela informasse que não entregou as armas por culpa minha, aí, então, o promotor tinha a obrigação de me processar??, enfatizou o ex-secretário, ao alertar que quem o acusar vai ter que provar na Justiça se ele tem culpa na operação. Ele também atribui o atraso na entrega das armas ao excesso de burocracia e acredita que o contrato será cumprido, até porque a firma que intermediou a operação tem garantido que vai honrá-lo.

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