Polícia
Tráfico mata moradores de rua
A investigação sobre mortes de moradores de rua, no centro de Maceió, está relacionada ao tráfico de drogas. Foi o que revelou, na tarde de ontem, o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, ao descartar o que vinha sendo chamado de ?faxina social? pelos movimentos de Direitos Humanos e militantes de defesa da causa das pessoas em situação de vulnerabilidade. A organização criminosa era comandada por Wilker Tavares da Mota, o ?Vinne?, de 33 anos. ?Foi mais um grande trabalho focado na redução de homicídios. Vamos ressaltar a importância, pela conotação que muitos davam de que eram grupos de extermínio ou ainda uma faxina social. O que se descobriu foi um grande esquema de venda de drogas no centro de Maceió, com pontos nas esquinas e praças. Só nesse período de dois meses, tivemos a confirmação de dois homicídios e uma tentativa?, destacou o secretário Lima Júnior. Os levantamentos do serviço de Inteligência apontaram que ?Vinne? era o comandante do tráfico no Centro, ligado a uma facção criminosa e que, pessoalmente, executou as vítimas. A motivação para os crimes seria o fato de algumas delas estarem ligadas a outros distribuidores de drogas, também ?faccionados? e que poderiam atrapalhar o comércio. As mortes ocorriam em regiões próximas ao Centro, mas de acordo com os levantamentos, os corpos eram desovados na Lagoa Mundaú. A ideia era impedir que, assim, a polícia não reforçasse a presença no Centro e, ao mesmo tempo, os corpos se deteriorassem mais rapidamente e dificultassem a apuração. A primeira vítima foi Uziliane Santos dos Anjos, 22 anos, no dia 18 de janeiro, no bairro da Levada. Ela foi alvejada com vários tiros, mas sobreviveu à ação criminosa. Ao passo em que foi se recuperando, colaborou com as investigações e o ?quebra-cabeças? começou a ser montado. Quatro dias depois, uma nova ação criminosa. Desta vez a emboscada fatal foi contra Robson Teixeira da Silva, 22 anos. O crime foi no dia 22, no Vergel do Lago, próximo ao Campo do Botinha, sendo que em seguida o corpo foi desovado na Lagoa Mundaú. No dia seguinte, o outro alvo do criminoso foi Willams Marques Simões, 27 anos. A polícia não sabe onde foi executado, mas o corpo foi encontrado na entrada do povoado Cadois, na cidade de Coqueiro Seco, no dia 23 de janeiro.