Polícia
POLÍCIA FEDERAL DESMONTA FRAUDE EM BENEFÍCIOS RURAIS
Ação conjunta desarticulou quadrilha acusada de cometer crimes previdenciários no Sertão de Alagoas e que atuava há cinco anos. Foram identificados 21 benefícios rurais fraudados com prejuízo estimado aos cofres públicos de quase R$ 600 mil. Três pessoas foram presas ? dois deles servidores públicos ?, além de um intermediário. Os 24 mandados judiciais, três de prisão temporária e 21 de busca e apreensão foram cumpridos em Água Branca, Canapi e Delmiro Gouveia, ficando neste município localizada a agência Previdência Social. Os presos serão indiciados por estelionato eleitoral, inserção de dados falsos e formação de quadrilha. A decisão foi concedida pela Justiça Federal em Santana do Ipanema. O esquema funcionava da seguinte forma: proprietários rurais emitiam documentos, chamado comodato rural, atestando de forma mentirosa que um suposto trabalhador morava na área. Ele também recebia valores para conceder a declaração. Aliado a isso, pessoas ligadas a sindicatos rurais emitiam certidões como se o futuro beneficiário fosse trabalhador rural. Os documentos falsos eram utilizados para dar entrada no processo e os servidores do INSS ? mesmo tendo conhecimento do esquema ? autorizavam o benefício. A operação Terra Prometida foi realizada por uma força-tarefa desenvolvida pela Polícia Federal, em conjunto com a coordenação de Inteligência Previdenciária da Secretaria da Previdência e o Ministério Público Federal. As investigações tiveram início em 2016, a partir de denúncias recebidas pela coordenação-geral de Inteligência Previdenciária. ?A relevância desses trabalhos referente a crimes previdenciários é muito grande. Hoje a gente fala tanto em previdência, do rombo da previdência, e o que a gente percebe é o dinheiro da previdência sendo escoado, sendo desviado, sendo concedido benefícios irregularmente?, revela o delegado regional executivo da Polícia Federal, Milton Rodrigues Neves.