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Chacina deixa 4 de uma mesma família mortos

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Arapiraca ? A Polícia Civil investiga se a chacina da Rua 7 de Setembro, em Teotônio Vilela, está relacionada com a disputa entre quadrilhas de traficantes de drogas. As vítimas tinham extensa ficha criminal e se envolveram em crimes como o assassinato do turista italiano Nicholas Pignataro, além de outro homicídio, roubos e tráfico. O gerente da Polícia Judiciária na Área 3, delegado Fábio Costa, afirmou que uma das linhas investigadas é a de que as mortes estão relacionadas com a guerra entre grupos rivais de criminosos no município, mas outras motivações não são descartadas. Ele declarou que não existem provas de que a chacina foi praticada por policiais, como as sobreviventes da chacina relataram. ?Geralmente, em crimes desse tipo, os criminosos afirmam que são policiais para poderem adentrar nas residências e darem um aspecto legal às atitudes deles. Mas não há qualquer elemento de que o crime tenha sido de fato praticado por policiais?, declarou. O crime aconteceu em duas residências na Rua 7 de Setembro. Em uma delas foram assassinados Sirlene da Silva, 48; o companheiro dela, Altemir Terto da Silva, 30; e Weverton Silva de Assis, 21, conhecido como ?Nego Noia?. Os três foram algemados e enfileirados na sala da residência antes de serem executados com tiros na cabeça. Na outra casa, a filha de Sirlene, Bianca da Silva Lacerda, 24, e o marido da irmã dela, Leonildo Farias dos Santos, foram sequestrados e levados para um canavial. A jovem sofreu violência sexual com objeto contundente e libertada depois. O outro sequestrado teve o corpo encontrado horas depois em um canavial próximo a uma das usinas no município, morto com um tiro na cabeça. A sobrevivente da chacina Érica Jussara, companheira da Leonildo Farias, acredita que foi poupada pelos bandidos porque estava junto da filha de 4 anos do casal. Ela contou à polícia que estava na mesma residência da irmã e todos dormiam por volta de 3h da madrugada, quando a casa foi invadida por homens fortemente armados e encapuzados que alegavam ser policiais.

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