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Assaltantes dominam a AL-105

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No início da semana, o chefe de turma de cortadores e plantadores de cana José Carlos da Silva se deslocava na motocicleta dele para trabalhar numa fazenda fornecedora de matéria-prima para a Usina Santo Antônio. No meio do caminho ? na estrada AL-105 ?, foi emboscado por sete ladrões. Os bandidos que estavam escondidos no canavial, rapidamente, ocuparam o trecho da rodovia estadual perto da Usina Cachoeira do Meirim com armas, obrigando o trabalhador a parar. A vítima perdeu R$ 70 e o celular que acabara de comprar, parcelado. ?Eu não fui o primeiro. Os ataques dos bandos se multiplicam. Os crimes ocorrem com mais frequência em períodos quinzenais, porque as usinas e os fazendeiros fazem o pagamento dos trabalhadores?, lamentou José Carlos, que não tem ideia de onde vêm os ladrões. Revelou apenas que os bandos atacam trabalhadores rurais da mesma maneira: usam motocicletas e agem com muita violência. A rodovia AL-105 já é conhecida como ?estrada do medo?, por conta dos assaltos diários que ocorrem ao longo de um trecho de 30 quilômetros entre Maceió e São Luís do Quitunde. Os pontos mais críticos ficam próximo ao início da rodovia, perto da Cachoeira do Meirim. Suspeita-se que os grupos acusados sejam do bairro do Benedito Bentes e municípios vizinhos, como Satuba e Rio Largo. Outro ponto preocupante fica numa faixa de 10 quilômetros, entre Paripueira e São Luís do Quitunde, no Litoral Norte. Os bandidos aproveitam a falta de iluminação, sinalização e o pouco movimento na estrada para atacar caminhões, carros pequenos, ônibus de trabalhadores e de estudantes. Eles ficam escondidos nos canaviais e improvisam barreiras nos trechos perto de estradas vicinais de barro. Na semana passada, um ônibus fretado para transportar trabalhadores rurais não conseguiu furar um bloqueio. O motorista foi obrigado a parar, os cortadores e plantadores de cana ficaram deitados com o rosto virado para o chão. Os bandidos ameaçavam atirar em quem tentasse virar. Dois homens entraram no ônibus, reviraram marmitas, mochilas, levaram celulares e dinheiro dos profissionais. A maioria ganha salário mínimo. Os canavieiros estão traumatizados e têm medo de descrever os criminosos por suspeitarem que eles moram em áreas invadidas do Benedito Bentes e dos municípios de Paripueira e Barra de Santo Antônio.

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