Polícia
Ingresso feminino no crime desafia o Estado
O secretário de Estado da Ressocialização e Inclusão Social, Marcos Sérgio de Freitas, diz que a situação apresenta duas vertentes. ?Quando a polícia descobre a ?boca de fumo?, o que acontece? Ou ela se extingue ou há a briga pela sucessão daquele ponto de tráfico. Via de regra, o criminoso é preso ou reagiu e foi morto, aí as mulheres assumem aquele ponto. Ou quando elas são presas, elas fazem o que a gente chama de assinar o BO, elas assumem aquela ocorrência até para livrar o homem?, conta Marcos Sérgio. O secretário acrescenta que, por vezes, as mulheres dão continuidade à ação delituosa por decisão da própria família. ?Como exemplo, no sistema prisional, tem algumas senhoras que são obrigadas pela família a assumirem aquela situação. Isso é um desafio para a gente. É um desafio para a segurança pública ver por quais motivos tantas mulheres estão sendo presas nos últimos anos e pelo crime de tráfico de drogas?, afirma. O perfil das reeducandas do Presídio Santa Luzia aponta que 59,81% estão recolhidas por causa do envolvimento com o tráfico de drogas; 12,15% por homicídio qualificado e 4,67% por integrarem bando ou quadrilha. O juiz José Braga Neto, titular da Vara de Execuções Penais há quase sete anos, confirma o crescimento do número de mulheres no tráfico de entorpecentes em Alagoas. * Sob supervisão da editoria de Cidades