Polícia
Ausência da família leva a arrependimento
Dados do World Fermale Imprisonment List ? que traz levantamento com esse tema, a partir da realização de pesquisas ? apontam que o Brasil possui a quarta maior população feminina carcerária do mundo, com 44 mil presas, o que representa 6,9% do total. A dura realidade dentro do sistema prisional e a ausência da família levam ao arrependimento pela prática das ações criminosas. Não chega nem a 10 ? das mais de 200 recolhidas ? a quantidade de presas que recebem visita íntima no Presídio Santa Luzia. Situação confirmada pela diretora da unidade prisional, Geórgia Hilário, à Gazeta de Alagoas. A defensora pública Andréa Tonin é responsável pela Vara de Execução Penal da Defensoria Pública do Estado (DPE) e faz o acompanhamento das detentas dentro do sistema prisional. A defensora pontua que o tráfico de drogas cometido pelas mulheres, salvo algumas exceções, tem nos relacionamentos dessas mulheres a sua peculiaridade. ?Elas acabam assumindo drogas que não são diretamente delas, são dos companheiros, dos namorados, dos filhos?. A defensora conta que são diversos fatores que fazem com que essas mulheres cheguem a esse patamar do crime. ?Elas o fazem muitas vezes por medo, proteção. Não sei se pode se chamar isso de amor, mas elas acabam assumindo aquilo para elas?, relata. Andréa Tonin conta que elas acabam sendo condenadas por confessarem que a droga é delas, quando muitas vezes não é. A defensora explica ainda que em muitas situações essas mulheres são presas juntas com o companheiro e no cárcere findam isoladas, sem visitas. As mulheres que antes, na rua, exerciam poder, no sistema prisional acabam esquecidas, à espera de sua sentença, mesmo já sentenciadas ao abandono. * Sob supervisão da editoria de Cidades