Polícia
Detenta quer reconstruir a vida e retomar estudos
Dayane Avelino de Oliveira tem 21 anos e está recolhida no Presídio Santa Luzia há um ano e meio. Quando detida ? por tráfico de drogas ?, foi ?apresentada? pela polícia à imprensa como integrante de uma perigosa organização criminosa que atuava em Alagoas. Até agora não foi julgada. Começou a usar entorpecente quando ainda era adolescente, depois passou a vender narcóticos em festas. Apaixonou-se e teve dois filhos com um acusado de tráfico, que também está recolhido no sistema prisional alagoano pelo mesmo crime. A convivência com o rapaz fora das grades fortaleceu sua ligação com ilícitos, até que foi presa juntamente com outros integrantes de uma quadrilha, em União dos Palmares, na Zona da Mata de Alagoas. ?No começo, chamavam para sair com uma turma, acabei usando e depois vendendo (droga). Me afastei um tempo, depois tive filho. Aí, para tentar suprir a necessidade dos meus filhos, tive que entrar no tráfico. Quando a gente não encontra oportunidade na sociedade, o crime vai lá e abraça?, disse a reeducanda à Gazeta de Alagoas. Mãe de um casal, uma menina de 6 anos e um menino de 3, Dayane diz que encontrou outras mulheres dentro do Santa Luzia como ela, que entraram para o tráfico porque não conseguiram estudar e trabalhar. ?Meus filhos sofrem muito com a minha prisão. Minha menina era saudável e hoje faz tratamento com um psicólogo. Adoece bastante com a minha falta. Tudo isso é difícil para mim. Me arrependo?, conta. * Sob supervisão da editoria de Cidades