Polícia
Operação atrasa perícia na cena do crime
O assassinato do advogado José Fernando Cabral e a divulgação de que peritos do Instituto de Criminalística teriam demorado demais para chegar ao local do crime porque a equipe plantonista estaria em ação no interior de Alagoas, versão rebatida pelo Sindicato dos Peritos Oficiais de Alagoas (Sindcal), evidenciou a operação padrão deflagrada pela categoria e expôs, outra vez, a questão da ausência de peritos criminais sediados em Arapiraca, no Agreste. ?O perito e seu assistente estavam de plantão em Maceió, mas como estamos na operação padrão, a orientação era esperar a chegada do motorista e do fotógrafo para então nos deslocarmos ao cenário do crime e fazermos a coleta de vestígios necessários à confecção do laudo pericial?, esclareceu o perito Paulo Rogério, presidente do Sindcal. No Instituto de Criminalística (IC), existem 54 peritos criminais, dos quais 29 trabalham internamente, nos setores de balística e perícia forense. Outros 25 peritos integram a escala de plantão e estão prontos para coletar vestígios de crimes nos 102 municípios de Alagoas. ?O problema é que não temos núcleo da perícia em Arapiraca, segunda maior cidade de Alagoas e onde há Delegacia de Homicídios e Instituto Médico Legal. Essa lacuna explica por que há, de fato, demora para deslocamento entre Maceió, onde estamos sediados, e as cenas de crimes em cidades do Sertão, por exemplo?, ilustra o perito Paulo Rogério.