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Polícia

Crime organizado na mira do Estado

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Nos bairros mais movimentados e de disputa territorial pelo tráfico de drogas em Maceió e na região metropolitana, pequenas câmeras de segurança monitoram a movimentação nas ruas. As câmeras ?big brother do crime? estão instaladas em postes, em pontos estratégicos das comunidades e passam a impressão de que são de moradores. Alguns equipamentos, segundo denúncias das comunidades, foram instalados para identificar a movimentação de grupos rivais de traficantes e da própria polícia, que regularmente realiza operações. Ainda tem os grupos de motoqueiros que se apresentam nos bairros e oferecem serviços de ? vigilância patrimonial e de segurança? contra roubos de veículos e de estabelecimentos comerciais. As atividades extorsivas desse poder paralelo são mais intensas em áreas da parte alta da capital e municípios vizinhos. Os supostos ?seguranças? cobram entre R$ 10 e R$ 30, semanalmente, de cada morador e comerciantes. Nas comunidades, ninguém tem coragem de denunciar as atividades das quadrilhas porque suspeitam de envolvimento de criminosos com ex-agentes públicos ?demitidos? por desvio de conduta. Esses ex-servidores estariam atuando como ?xerife?. Os serviços de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e das polícias Civil e Militar investigam a situação. Mas precisam que haja formalização da denúncia de extorsão para que possam agir. A cúpula da Segurança Pública trabalha forte para impedir a criação de ?milícias? como as que ocorrem no Rio de Janeiro, onde há grupos de ex-servidores públicos envolvidos nas supostas ações de ?segurança paralela? nas comunidades e oferecem serviços clandestinos de televisão a cabo (gatonet), dominam o comércio de gás de cozinha e o de transporte alternativo clandestino de passageiros.

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