Polícia
Negociação fracassa e militares deflagram operação padrão
Os policiais militares e bombeiros decidiram pelo aquartelamento, que deve durar 24 horas, a partir das 19 horas de amanhã. Eles também deflagraram operação padrão. As medidas foram definidas no começo da noite de ontem, durante ato realizado em frente ao Palácio República dos Palmares, sede do governo estadual, no centro de Maceió. No centro da discussão do movimento dos militares alagoanos está a questão salarial. Ontem, o presidente da Associação de Cabos e Soldados, cabo Wellington, explicou que a categoria quer a isonomia do teto dos coronéis, equiparando o valor ao dos delegados ? que, hoje, recebem salário de R$ 29 mil ? e permitindo o escalonamento, a partir desse teto, até os oficiais de posto mais baixo na corporação. Em protesto, eles cumprirão um cronograma de mobilização que prevê o boicote a alguns programas da Segurança Pública em Alagoas. Desde à zero hora de hoje, por exemplo, a ordem é não aderir ao Programa Força Tarefa, que consiste na compra das folgas para que os policiais realizem serviço extra e, assim, reforcem o efetivo nas ruas. Hoje, a categoria deve montar acampamento em frente à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Para amanhã, além do aquartelamento, está planejada a interdição do Porto de Maceió, a retirada da brigada de incêndio dos Bombeiros Militares do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares e o boicote a outro programa do governo, que será alvo das ações do militares. Eles prometem autuar todos os agentes civis do programa Ronda no Bairro por crime de usurpação de função, que, segundo eles, seria exclusiva da Polícia Militar. Atualmente, o programa Ronda no Bairro é executado no Jacintinho e na orla marítima. Ainda como ato de mobilização, no sábado, 14, a Polícia Militar anuncia que não irá fazer o policiamento do jogo do Campeonato Brasileiro da Série B, entre CSA e Goiás, que acontece no Estádio Rei Pelé. Unindo diversas associações que representam cabos, soldados, praças, oficiais e bombeiros, o protesto, iniciado às 14h de ontem, em frente ao Palácio do Governo, exigia reposição salarial de 17,63%. Segundo o sargento dos Bombeiros Marcos Ramalho, desde que o governo atual foi iniciado, ele não deu aumento para a classe. * Sob supervisão da editoria de Cidades