Polícia
Ufal já teve 10 assaltos este ano
A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) foi ao Campus A.C. Simões, em Maceió, na manhã dessa quinta-feira, 12, para discutir a adoção de medidas que minimizem a insegurança na área. Do início do ano até agora, já foram registrados 10 casos de assalto na instituição federal. Somente no mês de março, esse número chegou a três. A reunião contou com a presença de professores, servidores e alunos no Centro de Educação (Cedu), bloco onde foi registrado o último assalto à mão armada no campus, no último dia 28. De acordo com o presidente da Adufal, Jailton Souza Lira, o tipo de discussão é antigo, pois vez ou outra são registrados episódios violentos na universidade. Ele disse que os recentes assaltos motivaram a ampliação de um Grupo de Trabalho (GT) voltado à temática, aprovado pelo Conselho Universitário (Consuni). A entidade ressalta a importância da participação da comunidade acadêmica no GT. O presidente afirma que a grande problemática que tem sido colocada é a presença da Polícia Militar no campus. ?Existem restrições dessa presença da PM aqui no campus pelo papel que a Polícia Militar tem, de órgão repressor do Estado. Por outro lado, a segurança pública não é combatida por pessoas comuns, é o Estado que tem essa obrigação constitucional. Conseguir estabelecer um meio-termo entre aquilo que a comunidade acadêmica defende e aquilo que a gente precisa é o nosso maior desafio aqui?, avalia. ?Os alunos contrários à presença da Polícia Militar têm mais facilidade de organização e conseguem ir para o Conselho Universitário e colocar suas posições, ao passo que os alunos favoráveis não se organizam nesse sentido?, completa Jailton Souza. A professora Elaine Pimentel, da Faculdade de Direito, relembrou casos antigos de insegurança na Ufal, quando falou que já foram encontrados dois corpos no local, além do caso de um reeducando que foi assassinado no campus. ?O problema da criminalidade em Alagoas também está aqui dentro?, analisa. A educadora disse que o A.C. Simões é um espaço aberto para esse tipo de acontecimento. Sugestões de melhorias na Ufal estão voltadas, de acordo com o GT, para reforçar a iluminação, o corte do mato, sistema de monitoramento por câmeras, intervenções de pesquisa e extensão no entorno da universidade, diálogo com a PM para rondas no entorno, na entrada e na saída do campus. Sobre a presença da PM na universidade, a professora, que também é especialista em segurança pública, afirma que é possível um diálogo com a PM, mas não pela via do policiamento tradicional. Para ela, seria algo construído, a exemplo da ronda escolar. ?A sensação de segurança que a gente quer não é a sensação de que nossos estudantes, professores e técnicos sejam os suspeitos. A ronda escolar é especializada em lidar com esse público, e tem que ser. Não se trata de colocar a PM no campus e acabou. Eu penso que é possível estabelecer diálogo. É presido pensar modelos que a gente possa dialogar?. * Sob supervisão da editoria de Cidades