Polícia
Sócio é preso suspeito de mandar matar advogado
A detenção, ontem, do advogado Sinval José Alves, sob a suspeita de envolvimento na morte do próprio sócio, e também advogado, José Fernando Cabral de Lima, 51 anos, pode ser seguida de novas prisões. Responsável pelo inquérito que apura o assassinato de Fernando Cabral, no último dia 3, a delegada Simone Marques, da Delegacia de Homicídios, garante que está muito próximo da elucidação do crime. A prisão temporária (decretada por 30 dias, para possibilitar a continuidade da investigação) de Sinval José Alves se justifica, segundo a delegada, por haver indícios do envolvimento dele no crime. ?A prisão temporária foi solicitada, e concedida pela Justiça, pelo possível envolvimento dele [Sinval Alves] no crime. A medida pode ser revogada, conforme o entendimento do magistrado em face da ação da defesa, ou prorrogada por mais 30 dias?, acrescentou ainda. Embora confirme que os dois suspeitos de executar Fernando Cabral, filmados pelas câmeras de monitoramento de um estabelecimento comercial próximo ao local do crime, ainda não foram localizados, Simone Marques assegura que a polícia pode chegar a eles até o fim de semana. ?Estamos em diligências, que podem evoluir para novas prisões?, disse ela. O advogado José Fernando Cabral de Lima foi assassinado com dois tiros à queima-roupa, no último dia 3, dentro de uma casa de câmbio situada na Galeria Ivone Mendes, na Ponta Verde, em Maceió. No momento do crime, além de Fernando Cabral, estavam no local o sócio, José Sinval, e um funcionário. Os dois supostos assaltantes, que atiraram em Fernando Cabral, não levaram a carteira nem o celular da vítima. Preso em sua casa, o advogado José Sinval foi levado para o Complexo de Delegacias Especializadas (Code), sede da Homicídios, no bairro de Mangabeiras, de onde, após mais de cinco horas de depoimento, foi transferido para o sistema prisional, no bairro Cidade Universitária. Conforme a delegada, ao ser preso, o suspeito não esboçou reação, atendendo de pronto à ordem judicial. Material apreendido pela polícia na casa de Sinval Alves (detalhe) será encaminhado para análise pericial. FOTOS: DÁRCIO MONTEIRO E REPRODUÇÃO