Polícia
TJ decide manter na prisão advogada acusada de crime
Os desembargadores integrantes da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) negaram esta semana, por unanimidade, pedido de liberdade em favor da advogada Janadaris Sfredo, acusada de mandar assassinar o advogado Marcos André de Deus Félix. O crime aconteceu em 2014. Presa em outubro de 2016, no Rio Grande do Sul, a ré foi recambiada para o sistema penitenciário de Alagoas e encontra-se atualmente no Presídio Feminino Santa Luzia. O relator do processo, desembargador Sebastião Costa Filho, explicou que a Câmara Criminal já havia negado pedido de habeas corpus da acusada por entender que havia indícios da autoria do crime, e que a prisão era necessária para garantia da ordem pública. O desembargador destacou que, em fevereiro de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares alternativas, entre elas a proibição de mudança de endereço sem autorização judicial, mas a ré se mudou para o Rio Grande do Sul mesmo sem a permissão. Em fevereiro deste ano, a Câmara Criminal julgou o recurso interposto pela defesa de Janadaris Sfredo contra a decisão de pronúncia proferida pelo juízo de primeiro grau. Na oportunidade, reconheceu-se a existência de indícios de autoria da ré colhidos nos interrogatórios dos autores materiais, que afirmaram terem sido contratados por Janadaris para executar a vítima, e nas declarações da sua ex-funcionária, e também ex-namorada de um dos autores materiais, que afirmou ter sido procurada por Janadaris na manhã seguinte ao crime para se dirigir às pressas ao Rio Grande do Sul, junto aos demais autores materiais. ?Não se pode deixar de lembrar que a testemunha Márcio Fernandes Araújo relatou em audiência que realizou uma visita a Janadaris na época em que ela estava recolhida no Corpo de Bombeiro de Alagoas, e ela, naquela oportunidade, disse-lhe que planejava fugir do País e que tinha contratado ?três paspalhos que tinham feito essa porcalhada toda?, referindo-se ao crime de homicídio praticado contra Marcos André?, destacou o relator.