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Estado reduz roubos a agências bancárias

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Arapiraca ? O delegado Vinícius Ferrari, titular da Seção de Roubo a Bancos (Serb) da Polícia Civil, avalia que o Estado tem um dos mais satisfatórios resultados do País no combate a esse tipo de crime. Neste ano, nove ataques a agências bancárias foram registrados no Estado. Em 2017, foram 17 ataques, o menor número da história em Alagoas. Ontem, durante entrevista à Radio Gazeta, Ferrari revelou que as delegacias de roubo a banco do Brasil se reúnem duas vezes por ano, em Brasília-DF, para trocar informações e táticas de combate. O contato entre elas é mantido durante todo o ano para que o combate seja integrado. ?Em Alagoas, nós temos a cooperação do governo do Estado, da Secretaria da Segurança Pública. Trabalhamos integrados com a Polícia Militar e, dessa forma, conseguimos ter um alto índice de elucidação?, declarou. As quadrilhas de roubo a bancos costumam se preparar bem para cometer o delito. Os membros antigos passam todo o conhecimento para cada novato, alerta o delegado. Além disso, muitas são comandadas por presos. Os bandos são interestaduais, atuam em boa parte do Nordeste e usam nos ataques o suporte de carros já roubados e com as placas clonadas, bem como armas e explosivos. Alguns líderes, inclusive, praticam agiotagem para conseguir levantar o dinheiro da compra de materiais. ?A fiscalização desses explosivos é de responsabilidade do Exército. Eu não sei como acontece essa fiscalização, mas se o roubo com explosivos acontece, foi devido a alguma falha, em algum momento do percurso?, questionou. De acordo com Ferrari, metade das cidades no Brasil já registrou roubos a banco, mas que esse é um problema mundial. ?O que muda é a forma que ele é executado. Na Europa, por exemplo, os ladrões usam gás em vez de explosivos, devido à eminência de ataques terroristas?, contou Vinícius Ferrari. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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