Polícia
Sócio ordenou morte de advogado
A ganância e a resistência em dividir os honorários das causas vencidas pela dupla são apontadas pela polícia como a razão que levou o advogado Sinval José Alves a matar o sócio e também advogado Fernando Cabral de Lima. Para isso, contratou dois homens, que tentaram simular uma tentativa de assalto (latrocínio), aos quais pagou cerca de R$ 30 mil. Ontem, em entrevista coletiva na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), as delegadas Paula Francinete, que estava de plantão no dia do crime e fez os primeiros levantamentos, e Simone Marques, que conduziu o inquérito sobre a morte de Fernando Cabral, revelaram detalhes do crime que consideram elucidado. Tanto que o mandante, Sinval Alves, e os dois executores, identificados como Irlan Almeida de Jesus e Denisvaldo Bezerra da Silva Filho, estão presos. Um bilhete, no qual a vítima é alertada sobre o risco de ser assassinada, é o fio condutor da investigação, que, segundo a delegada Simone Marques, permitiu o esclarecimento da morte do advogado Fernando Cabral. Ele foi assassinado com dois tiros na cabeça, no dia 3 de abril último, em seu escritório, numa galeria no bairro da Ponta Verde, em Maceió. ?Não há dúvidas. Foi execução e o Sinval é o mandante?, declara a delegada Simone Marques, que fez um relato detalhado da investigação. Um quarto personagem faz parte da história, e coube a ele conduzir a polícia pelo caminho que indicava o sócio de Fernando Cabral como principal suspeito. Pouco tempo antes do crime, um bilhete alertara a vítima sobre a provável ?traição?. Um homem, que assinou o bilhete como ?Carrasco Gesseiro?, e foi depois identificado como Raimundo Pereira de Souza, disse a Fernando que ?pessoas de sua confiança? estavam lhe traindo. A polícia concluiu que Raimundo avisara à vítima com a intenção de obter alguma vantagem.