Polícia
Áudio gera reviravolta no caso Roberta Dias
Seis anos após o desaparecimento da estudante Roberta Dias, no município de Penedo, o caso misterioso ganhou um novo capítulo. Vazou um suposto laudo da Polícia Federal com a transcrição de conversa telefônica entre dois jovens, onde um deles relata com detalhes como teria sequestrado, assassinado e ocultado o cadáver de Roberta Dias. A PF teria entregado o documento à Polícia Civil no dia 3 de outubro de 2017. O diálogo contradiz o que o inquérito da Polícia Civil de Alagoas concluiu à época. E traz, aparentemente, respostas para questionamentos que nunca foram elucidados, entre eles, a localização do corpo de Roberta Dias, que sumiu no dia 11 de abril de 2012, e de que forma a jovem foi assassinada. Na conversa de cerca de 16 minutos, ocorrida no ano de 2016, Karlo Bruno Pereira Tavares, que é amigo de Saulo Araújo, pai do bebê que Roberta Dias esperava, confessa para o colega, que está ao telefone com ele, como tudo aconteceu. Karlo conta que Saulo estava com medo de como o seu pai receberia a notícia de que seria avô e que, portanto, pensava em matar Roberta. Então, disse ao amigo que teria coragem de executar o crime. Karlo ainda revela que, dias após a demonstração de confiança, Saulo, sem ter planejado, o busca em um ponto de ônibus e vai ao encontro de Roberta. Saulo vai guiando o carro enquanto Karlo Bruno fica na mala do veículo. Ao chegar até Roberta, Saulo a convida para entrar no carro e a jovem assim o faz. Eles seguem caminho. De acordo com as revelações, quando Saulo para o veículo, Karlo entende que é o momento de saltar da mala do veículo e executar Roberta, e é o que ele faz, segundo a confissão. Karlo Bruno conta que, com um fio de bateria, ele asfixiou a jovem. Nesse momento, ela olha para Saulo, pai da criança que ela esperava, e afirma: ?Bruno, calma, eu tiro (o bebê)?. Mas o rapaz continuou sufocando a jovem, que o reconheceu. Mas ele continuou asfixiando-a até que Roberta Dias desmaiasse e morresse. Na confissão, Karlo Bruno revela como se livrou do corpo: ele a teria enterrado em uma cova no caminho para Feliz Deserto. Karlo Bruno detalha ainda que pensou em arrancar os dentes do corpo e cortar-lhe os cabelos para dificultar a identificação. Ele também jogou fora o telefone celular da vítima. Karlo Bruno também comenta com o colega que está ao telefone com ele que o considera muito frio pelo fato de deixar a mãe ser acusada pelo crime que ele próprio cometeu. Diante das novas informações, a mãe de Roberta Dias, Mônica Reis, disse acreditar no laudo que circula, mas também na participação da mãe de Saulo, que foi indiciada desde o início do processo. ?No laudo do áudio só consta os dois, mas com certeza ela era sabedora, pois ameaçou Roberta um dia antes?, acredita. * Sob supervisão da editoria de Cidades