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Quadrilhas utilizam armamento pesado

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Os ataques às instituições financeiras antes ocorriam durante o dia, depois as quadrilhas passaram a fazer reféns os gerentes das agências ou famílias deles, e agora aproveitam a fragilidade na segurança das cidades pequenas para atacar com explosivos e armas pesadas. ?Alagoas não foge a essa regra da evolução do crime. Hoje, as quadrilhas usam explosivos nos ataques noturnos, praticam terror nas cidades pequenas e tentam intimidar a própria polícia?, diz o presidente do Sindicato dos Bancários, Márcio dos Anjos Silva. O sindicalista diz perceber que as quadrilhas atacam de forma semelhante, ?a maioria dos alvos é sempre agências do Banco do Brasil e do Bradesco (instituições com maiores números de agências e postos de atendimentos no interior)?. Ao ser questionado sobre o porquê dos ataques ocorrerem, na maioria das vezes, a essas duas instituições, explicou que ?as outras investem mais em esquema de segurança patrimonial e uma delas (a Caixa Econômica Federal) mobiliza inclusive investigações federais?. O Sindicato dos Bancários cobra das instituições mais investimentos em segurança. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defende mais segurança pública nas cidades, diz que as instituições investem tanto em sistema como em segurança patrimonial. E a Secretaria de Segurança Pública (SSP) sustenta a necessidade de as instituições investirem em sistemas preventivos e mais eficientes. O presidente do Sindicato dos Bancários observa que faltam efetivos policiais nas cidades atacadas e critica também os bancos que, segundo ele, usam equipamentos de monitoramento de baixa qualidade. Com relação à elaboração da estatística contestada pela SSP, explicou que a direção do sindicato vai à agência atacada, registra a data da ocorrência, o nome das instituições e divulga informações complementares do modus operandi das quadrilhas. Além de contabilizar, o sindicato força a instituição atacada expedir a Certificação de Acidente de Trabalho (Cat) para garantir assistência a funcionários traumatizados. O sindicalista Márcio dos Anjos é bancário há 36 anos e há 25 atua no movimento sindical, e o que chama a atenção dele ?é o aumento dos ataques que ocorrem no período eleitoral. Por que isso ocorre? Não sei!?.

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