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Bandidos montam ‘logística de guerra’ para cometer crimes

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Neste momento, não existe nenhum dado científico que leve a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) a supor qualquer tipo de ligação de personagens do cenário político com os ataques às instituições bancárias nos últimos anos no Estado. Quem afirma é o secretário da pasta, coronel Paulo Domingos de Araújo Lima Júnior. ?Isso fica muito claro para nós, quando ocorrem prisões dos integrantes das organizações criminosas envolvidas com esse tipo de ilícito?, declara. As quadrilhas atuam em vários estados, afirma o secretário de Segurança, ao acrescentar que os bandos utilizam criminosos de outras regiões e têm logística de guerra para atacar os alvos. Os acusados usam arsenal forte, como fuzis, pistolas, explosivos e farta quantidade de munições. A última quadrilha presa tinha integrantes de Alagoas, Bahia, Pernambuco, Piauí e São Paulo. As operações resultaram na morte de sete assaltantes, incluindo a de um foragido na quinta-feira passada, em Maragogi. ?Essas operações confirmam o que venho afirmando: as quadrilhas não são uma coisa local, constituídas para beneficiar agiotas ou fazer links com o momento eleitoral?. O coronel Lima Júnior afirmou ainda que os acusados que ?tombaram? ( morreram em confronto com a polícia) eram de outros estados. Para que as quadrilhas querem dinheiro dos bancos e mobilizam arsenal de guerra? O secretário de Segurança responde de forma bem objetiva: ?Porque essas quadrilhas vivem desse tipo de crime?. Segundo ele, essas organizações criminosas têm envolvimento também com tráfico de drogas, de armas e o dinheiro é utilizado na própria sobrevivência dos grupos. ?O dinheiro subtraído das instituições bancárias é revertido para as organizações criminosas e beneficia os próprios criminosos?, pondera.

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