Polícia
Conselho de Segurança vai ouvir delegados do caso Roberta Dias
O Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) vai apurar a conduta dos delegados que compõem a comissão que investiga o desaparecimento de Roberta Dias, ocorrido em 2012. É que o colegiado não vê desdobramento do inquérito policial no que se refere à divulgação de áudio que traz detalhes sobre a morte da jovem. ?O Conselho de Segurança controla e faz procedimento de monitoramento da segurança pública. A Gazeta fez uma matéria na sexta-feira dando conta de uma interceptação de ligação telefônica que trazia autoria e materialidade do crime. O rapaz foi ouvido, mas não foi preso. Na hora que vimos a reportagem, abrimos uma reclamação com providência para solicitar da comissão de delegados as razões daquelas provas não terem sido levadas a cabo, deixando o rapaz preso, que fosse?, afirma o vice-presidente do Conseg, Antônio Carlos Gouveia. Segundo Gouveia, foi dado um prazo de dez dias para que a comissão de delegados apresente explicações do motivo pelo qual não houve desdobramento após divulgação do áudio que relata detalhes da morte de Roberta Dias. ?A gente está apurando a conduta dos delegados, se houve negligência. Depois da resposta dos delegados, vamos ver se há necessidade de fazer uma manifestação ou se há razões suficientes para entender responsabilização ou não. Eles têm dez dias para responder, e a gente, cinco ou seis para concluir?, explica. Na última segunda-feira, a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol/AL) concedeu uma coletiva para denunciar que uma rixa entre dois delegados ? Cícero Lima e Rubem Natário ? teria acarretado em falhas na investigação que culminaram por apontar três policiais civis como responsáveis pelo assassinato da jovem. A entidade quer, ainda, que a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) nomeie outra comissão para dar andamento às investigações.