Polícia
Sindpol protocola pedido na PC
Mesmo sem a reunião que teriam com o delegado--geral, Paulo Cerqueira, que alegou problemas de saúde para suspender o encontro, dirigentes do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) protocolaram ontem, na Polícia Civil, o pedido para afastamento da comissão de delegados que apura o assassinato da estudante Roberta Dias. O presidente do sindicato, agente Ricardo Nazário, revelou ontem que o Sindpol vai levar o caso ao Ministério Público Estadual (MPE). Nesta sexta-feira, 11, disse ele, os sindicalistas vão se reunir com o promotor de Justiça Magno Alexandre Ferreira Moura, da 62ª Promotoria de Justiça do Controle Externo, a quem pedirão providências em relação ao inquérito policial que apura o assassinato da estudante, que desapareceu, grávida, no município de Penedo, em 2012. ?É um inquérito falho e duvidoso. A sociedade não acredita no que foi apurado, e isso compromete tanto a Polícia Civil quanto toda estrutura de segurança pública?, afirmou o dirigente do Sindpol. A entidade, acrescenta Nazário, pede que uma nova comissão de delegados seja formada para investigar o desaparecimento da jovem, cujo corpo até hoje não foi encontrado. O caso voltou ao noticiário com o surgimento de um áudio, no qual dois jovens conversam sobre o assunto e confessam, com detalhes, como a estudante foi assassinada. ?Passados seis anos, a única ação dos delegados foi pedir a prisão de três policiais civis, a quem acusaram de ter praticado esse crime. O áudio, que está com a comissão desde 2015, sequer motivou novas diligências?, reclama Ricardo Nazário. São questões como essa que, segundo ele, justificam o afastamento da comissão, e que levam o Sindpol a recorrer ao MP. O sindicalista lembrou ainda que o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) já pediu informações sobre a investigação para apurar se, de fato, houve negligência por parte dos delegados responsáveis pelo inquérito.