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Loteamento Palmares vive dias de p�nico sob dom�nio de marginais

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Bleine Oliveira Os moradores do loteamento Palmares, em Rio Largo, estão vivendo situação de pânico e desespero e já não sabem a quem recorrer para impedir a ação dos marginais que dominaram a localidade. Todos os dias um morador é vítima da violência de gangues. ?Eles invadem as casas, roubam e ameaçam matar quem fizer alguma denúncia?, revela o presidente da Associação de Moradores, Fernando Batista. A comunidade pediu ajuda à prefeita do município, Maria Elisa, mas ela não conseguiu apoio da Polícia Militar a quem recorreu solicitando a presença de policiais no bairro. Referindo-se à campanha de Paz que o governo do Estado iniciou há uma semana, prometendo combate frontal à violência, o dirigente comunitário apela ao governador Ronaldo Lessa que os órgãos de segurança pública atuem no loteamento para que a população possa viver tranqüila. Segundo o relato desesperado dos moradores, a partir da meia-noite ninguém consegue dormir, temendo que a qualquer instante a casa seja invadida. São grupos de três a cinco homens, armados, que agem com violência e brutalidade. Uma família inteira foi obrigada a deixar sua casa depois de tê-la assaltada, temendo que os marginais cumprissem a promessa de voltar ?para matar quem abrir a boca?. Em outra residência, pai e filho foram barbaramente assassinados como queima de arquivo, por terem reconhecido um dos marginais que uma semana antes invadiram a casa levando um aparelho de TV. Os estudantes também são prejudicados e estão com medo de ir à escola. Os que estudam à noite temem ser assassinados, pois já foram assaltados diversas vezes, perdendo bolsa, relógios e tênis. ?Essa é a dura realidade que estamos enfrentando?, reclama Fernando Batista. Para ele, é inaceitável que o governo desloque policiais militares para fazer a segurança do traficante Luiz Fernando da Costa, o Beira-Mar, enquanto os alagoanos ficam expostos à violência de gangues que agem abertamente na periferia. ?Estamos esquecidos aqui, sem qualquer assistência, principalmente em se tratando de segurança?, acrescenta o líder comunitário.

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