Polícia
SOLTURA DE PRESOS CAUSA CONFUSÃO ENTRE POLÍCIAS
A passagem do dia 13 de maio, data da assinatura da Lei Imperial n.º 3.353, a Lei Áurea, que proibiu a escravização de pessoas no Brasil, foi marcada, em Alagoas, por uma polêmica envolvendo um delegado da Polícia Civil e um oficial da Polícia Militar. O problema começou na quinta--feira, 10, com a circulação, em aplicativo de mensagens, de postagens envolvendo o delegado Leonardo Assunção, coordenador da Central de Flagrantes, e o tenente-coronel Rocha Lima, comandante do Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE). A causa teria sido a detenção pela PM, e a soltura, por decisão do delegado Assunção, de duas pessoas, na Vila Emater, no bairro de Jacarecica, em Maceió,? acusadas de estarem de posse de um fuzil tipo Mosquefal, de uso exclusivo de forças policiais. A decisão do delegado provocou a revolta dos policiais, que, em grupos de mensagens, teriam dirigido ofensas a Leonardo Assunção. A postagem, que teve também cunho racista, foi atribuída ao TC Rocha Lima. O protesto ganhou repercussão com prints das declarações supostamente atribuídas ao oficial PM sendo encaminhados aos veículos de comunicação (sites). Ontem, a Gazeta tentou conversar com o delegado Leonardo Assunção, mas ele não respondeu ao contato. Porém, há um áudio em que fala sobre as prisões. Ele afirma que um dos detidos era uma adolescente de 17 anos, acusada de estar na casa onde o fuzil foi apreendido por uma guarnição do BPE. Ao constatar a menoridade, determinou que fosse feito o boletim de ocorrência circunstanciado, conforme os termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, e liberou a jovem.