Polícia
Ação prende 7 assaltantes de banco
Sete presos, três mortos em confronto, cerca de 30kg de explosivos, três rifles calibre 44, um fuzil calibre 762, duas espingardas calibre 12, três revólveres calibre 38, quatro coletes à prova de bala, luvas, grampos, munições, além de veículos dos modelos Hilux, Frontier, Ônix e Corolla. Esse é o saldo da operação policial denominada ?Sem Fronteiras?, que desarticulou uma quadrilha que se intitulava ?Novo Cangaço? e, de acordo com a cúpula da Segurança Pública estadual, foi a responsável pelos 17 ataques a instituições financeiras que aconteceram no Estado este ano. O trabalho teve início em março, após a ocorrência de ataques a carros-fortes e explosões em agências bancárias no Sertão alagoano. No saldo da operação, no entanto, a irrisória apreensão de dinheiro chamava a atenção. Responsável pelos 17 roubos a banco em Alagoas no ano de 2018, de acordo com a polícia, a quadrilha provavelmente conseguiu levar mais dinheiro do que mostrava a polícia na sede da Secretaria de Segurança Pública, na tarde de ontem, em coletiva de imprensa. O delegado Mário Jorge Barros, diretor da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), confirmou que, de fato, a quadrilha havia roubado muito mais do que as cédulas de dez e vinte reais expostas na coletiva. O delegado explicou que os bandidos são muito rápidos em sumir com o dinheiro e que, mesmo se a polícia os encontrasse em poucas horas, não mais encontraria a quantia levada das agências bancárias. Questionado sobre quem seriam os mandantes dos ataques ou quem se beneficiaria deles e a destinação dos valores, Mário Jorge afirma que não pode revelar. A operação que teve início na última quarta-feira,6, e foi concluída na sexta-feira, 8, é resultado de investigação policial que durou três meses. Eles são acusados dos ataques às agências bancárias de Piranhas, Poço das Trincheiras, Pariconha e Pão de Açúcar, além de ações nos estados vizinhos de Pernambuco e Sergipe. Na ação, três suspeitos acabaram mortos em confronto durante ação policial em Piaçabuçu. Ainda de acordo com o delegado, o quartel-general dos criminosos era na Praia de Miaí, em Coruripe. * Sob supervisão da editoria de Cidades