loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

MPE investiga ação de “PMs” em grupo de extermínio

Ouvir
Compartilhar

Nove jovens que foram arrancados de suas casas ou estavam a caminho delas fazem parte, agora, de uma mesma investigação: foram mortos por um grupo de extermínio que vem atuando em Maceió há, pelo menos, oito meses. As características dos crimes narradas aqui vêm ocupando diversas páginas do noticiário desde o primeiro crime. Essa série de fatos chamou a atenção do Ministério Público Estadual (MPE) e agora se transformou em investigação. O órgão ministerial está em busca de respostas para as execuções que trazem de volta ao cenário alagoano algo que já assustou a população durante muito tempo no passado: os grupos de extermínios formados por policiais. Entre os questionamentos a serem esclarecidos estão: quem tem carta branca para matar em Alagoas? Qual os critérios desse tribunal de exceção que julga e aniquila os jovens da periferia? Quais os interesses por trás dessas mortes? O grupo vem assustando a periferia e utiliza o mesmo modus operandi para abordar, sequestrar e matar suas vítimas. Dos nove casos investigados, 6 deles apontam os suspeitos em um veículo de cor prata, mas, em todos eles, a alegação é se tratar de uma ação policial, apesar de não estarem devidamente caracterizados ou com mandados em mãos. MODUS OPERANDI O promotor de justiça Magno Alexandre, responsável pela Promotoria do Controle Externo da Atividade Policial, acredita que os assassinos seriam, de fato, policiais militares. Ele afirma que espera concluir a denúncia até o fim deste ano e apresentar robustas provas à sociedade. Cauteloso ao falar sobre o assunto, Magno Alexandre explica que as suspeitas começaram a se intensificar após atendimentos na promotoria em que o mesmo modus operandi era utilizado, modo este que não se assemelha ao praticado pelo criminoso comum. Sobre o desenrolar das investigações, ele declara: ?Temos fortes indícios, estamos juntando mais elementos?. Sobre os suspeitos, ele enfatiza: ?Sabemos quem são; estão identificados?. ?Com pequenas variações. Mas, no geral, são homens encapuzados que se dizem policiais e que vão levar as vítimas para averiguação. Daí em diante, elas nunca mais são vistas ou são encontradas mortas com tiros na cabeça?, detalha. Em relação ao perfil dos envolvidos e às motivações, Magno Alexandre afirma acreditar que se trata de ?justiceiros?, que, de acordo com seus critérios, decidem quem deve morrer. Ele revela que o grupo é composto por cerca de seis homens e que nem sempre todos participam dos casos. Sobre o perfil das vítimas, o promotor chama atenção para o fato de que todas têm envolvimento com roubos, furtos ou eram usuárias de drogas. Exceto Alberto Xavier, que possivelmente tenha morrido no lugar do irmão, que era usuário de drogas e foi assassinado na última quinta-feira, 14. Por esse fato, o promotor acredita que os crimes tenham características e se tratem de uma ?limpeza social?. O promotor ressalta que casos como esse são fatos graves e extrapolam a atividade policial. ?Não faz parte da atividade policial julgar qualquer que seja a ocorrência, devendo apenas se ater ao que lhe compete?, explica. ?Amanhã, pode ser um de nós a ser vítima de algo assim?, alerta o promotor. Leia mais na página C2

Relacionadas