Polícia
AL tem 8ª morte de homossexual
O ativista Nildo Correia, atual presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), cobrava, ontem, apuração rigorosa do assassinato de Davi Trindade Cinfrônio, 18, homossexual morto a pedradas na região conhecida como Campo da Marituba, no Conjunto Cleto Marques Luz, em Maceió. Davi seria o oitavo homossexual assassinado este ano em Alagoas. Em 2017, foram executados 23 com essa orientação sexual, e em 2016, outros 21 foram mortos. ?Só não posso afirmar ainda que a morte do Davi tem relação com sua condição sexual?, comentou Nildo Correia, presidente do GGAL, após dialogar com familiares e amigos da vítima. ?Alguns dias atrás, eu o encontrei numa solenidade oficial?, recordou. O corpo de Davi foi encontrado pelas autoridades policiais despido, em uma montanha de areia daquela localidade. Em razão das agressões praticadas com pedras, seu rosto ficou completamente desfigurado. O cadáver foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML), após perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC). ?Conversei com muitos de seus amigos e familiares. Disseram-me que não tinha qualquer envolvimento com drogas?, avisou Nildo Correia, segundo o qual, o movimento LGBT vai cobrar uma apuração rigorosa para o crime. ?Crime de caráter homofóbico ou não, pouco importa. Queremos explicação, elucidação?, disse. Nildo Correia reuniu-se com representante do Ministério Público Estadual (MPE) para cobrar apoio à investigação.